quinta-feira, 31 de maio de 2012

Visitação de Nossa Senhora



Neste último dia do mês de Maio, relembramos a visitação de Maria à sua prima Isabel. Maria, aquela que carrega em seu ventre o Salvador do Mundo, parti, em disponibilidade e serviço para auxiliar sua prima.
Maria encontra dificuldades no caminho (podemos imaginar aqui como foi longa e difícil a viagem de Maria pela região montanhosa até a casa de Isabel).

Mas continua a caminhada... caminhada em que o AMOR maior que habitou em Maria, torna-se ato concreto de solidariedade, de partilha, de doação ao próximo.

Durante a visita a Isabel Maria, agradecida e comovida com a saudação de Isabel canta o Magnificat, oração diária que nos convida a dar glórias a Deus, pois ele vêm em favor de seu servo Israel, para salvar o povo escolhido, cumprindo assim a promessa feita aos patriarcas.

Se em São Luís temos Maria como caminho perfeito para chegar a Cristo, aqui vemos Maria como aquela que exalta as maravilhas de Deus, um Deus misericordioso e que cuida sempre de seu povo. Pela humildade de Maria e misericórdia de Deus ela se torna mãe do Salvador. Por nossa humildade e também por misericórdia de Deus, nós nos tornamos filhos de Maria e nela, encontramos JESUS, CAMINHO PARA O PAI.

Nossa Senhora da Visitação, rogai por nós !!! 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Desafio da Educação no Brasil


Atualmente, meu dia a dia é a Educação de crianças, adolescentes e jovens... Dia após dia, tanto em nosso projeto em Passos, o CAPP, quanto no cursinho popular Educafro - Núcleo Dércio Andrade, em que sou voluntário, percebo o quanto é difícil mudar a realidade da educação no Brasil...

Não que eu acredite que seja impossível, longe disto, é exatamente por isso que dedico grande parte do meu tempo a estes dois projetos, mas é que a realidade que encontro nestes dois ambientes é muito difícil, chega a ser trágica...

Mais do que alunos desinteressados, encontramos todos os dias muitas barreiras: a primeira, e talvez maior delas é que tanto crianças quanto jovens e adultos não foram "educados para a educação". Explico: no núcleo familiar nem sempre a educação é vista como ponte para uma sociedade e vida melhores, então, não há por parte da maioria uma real confiança no poder da educação. E isto dificulta muito, já que não é possível ensinar a alguém que não queira aprender. Precisamos portanto, nos lançar antes disto ao desafio de motivar as pessoas a aprender, para depois sim, poder tentar ensinar.

Um segundo desafio é que a educação perpassa outras áreas da vida, e que, se não estão bem, vão influenciar e muito no processo educacional: a questão familiar, as condições de trabalho e renda destas famílias, a saúde (garantia de direitos, violência doméstica, sexualidade), etc... Então, para possibilitar que as crianças aprendam é preciso garantir o mínimo destes outros direitos constitucionais... e isto envolve muita gente, muita burocracia e muito tempo. Com todos estes entraves, é esperado que o ano seja curto para a quantidade de conteúdo.

O déficit educacional então surge como outro grande obstáculo... Tanto no CAPP quanto no cursinho, percebemos que alguns chegam sem conhecimentos que deveriam ter sido trabalhados e desenvolvidos em etapas anteriores da formação escolar! E correr atrás do tempo perdido exige muito da pedagogia dos educadores, da metodologia utilizada e da força de vontade dos alunos.

Na tentativa de fazer com que as pessoas sejam mais conscientes sobre suas realidades e vidas, esbarramos em mais um grande problema: a sociedade não quer pessoas pensantes, e por isto, incentiva hábitos que aumentam esta "preguiça intelectual e moral"; buscamos incutir nas pessoas um espírito questionador, buscando caminhos para que as pessoas não aceitem mais as realidades por si, que questionem, que saibam o porque, e que possam desenvolver a partir da discussão e troca de ideias um senso crítico próprio, que os ajude na tomada de decisões e na construção de um mundo com valores éticos.

Embora estas linhas possam parecer um tanto pessimistas, é preciso ter os pés no chão ao ver a realidade que somos chamados a mudar. E claro, na mente o sonho da mudança e no coração a humildade de quem sabe que aprende todos os dias com tudo e com todos!

Anderson Silva Barroso
Educador Social Voluntário
Postulante dos Irmãos de São Gabriel



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Dons de Deus


A alguns anos atrás, no dia de minha Crisma, momento em que decidi por "minhas próprias pernas" caminhar na fé Cristã e lutar por um mundo mais justo e igualitário, recebi de minha querida madrinha um cartão como este acima. Este retrata uma escultura da Ir. Cáritas Müller, e se chama a Trindade Misericordiosa. Nele vemos a representação do homem e sua relação com a trindade. O Pai, aquele que se debruça sobre o homem para o acolher e receber; o Filho, servidor e cordeiro de toda a humanidade e o Espírito, chama viva que nos aquece e nos torna "novas criaturas".

E esta presença (da Trindade) que não cessa em nossas vidas nos mostra que realmente há vários dons, e que cada um em sua riqueza e individualidade participa do corpo místico da Trindade, faz-se parte deste Deus que deste o princípio se fez comunidade. 

E neste sentido, como dizia São Paulo, "o corpo é um só, mas tem muitos membros, e no entanto, apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só corpo." (1 Cor  12, 12). Se percebermos que cada um tem um dom recebido do Espírito, e que se colocado a serviço do próximo pode ser parte do reino de Deus aqui na terra, já teremos um novo mundo. Cada um é parte do todo. 

É  difícil hoje falar em ecumenismo, principalmente com alguns setores da sociedade que estão se voltando à pensamentos arcaicos e retrógrados. Mas como é bonito perceber que mesmo que eu não partilhe de uma doutrina, esta mesma doutrina é caminho de crescimento e de proximidade com Deus. Cada um faz sua experiência, seu caminho, e não há nenhum outro caminho correto senão aquele que te faz uma pessoa melhor, parafraseando Dalai Lama. 

Se conseguirmos perceber a riqueza que existe em nossas diferenças, e soubermos assim partilhar conhecimentos e responsabilidades teremos feito o mínimo esforço para alcançar o que todos os grandes líderes espirituais já prediziam: A PAZ!

Um maravilhoso e santo feriado a todos e todas!!! 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ser feliz hoje

O ano já começou a mil por hora. Há de se conseguir tempo para tudo, inclusive para trocar ideias sobre tudo isto que vivemos, afinal filosofar faz parte da vida também... então vamos lá !!! (rsrsrsrsr)

Outro dia vagueando na net encontrei uma pequena série de quatro vídeos super bacana no Youtube, da filósofa Márcia Tiburi, falando sobre a felicidade, se ela mesmo existe, e se existe o que a condiciona, como nós vemos esta felicidade num mundo capitalista(?) pós moderno... 

E pressupondo que esta tal de  felicidade existe mesmo, esta semana, trocando alguns pensamentos com uma amiga e um amigo ficamos também discutindo a efemeridade da vida, e como nós protelamos os (breves) momentos de alegria ou entusiasmo que chamamos de felicidade. Deixamo-nos levar pelas atitudes alheias e nos conformamos a esperar que o futuro seja melhor, que no amanhã haverá um pote de ouro nos esperando no final do arco íris, e a nosso ver este pote não existe mesmo... 


Enquanto nos damos por satisfeitos com nossas sementes, vem a chuva, vem a terra, vem os bons ventos, e nós deixamos tudo passar... Nos satisfazemos tendo no hoje o mediano ou o péssimo, sonhando com  o melhor para amanhã... e deixamos de ver que o melhor está no agora, e não é preciso ir tão longe para encontrá-lo, o melhor está dentro de nós mesmos... isto não é um modo figurado de dizer, estou certo de que o melhor de nossas vidas só pode acontecer quando criamos consciência do Deus que nos habita e de que ele coloca em nossas mãos todos os tipos de bençãos, mas se não estivermos atentos para acolhê-las no hoje, talvez no amanhã elas já nem mais existam.

Ser feliz, como dizia Márcia Tiburi no vídeo, não é uma representação, não é a imagem da família feliz, na praia, com um carro do lado, comendo um maravilhoso café da manhã com uma margarina qualquer. Satisfação não é felicidade. A felicidade não é a ausência da dor, não é poder sorrir o tempo todo, não é não ter perdas, pois tudo isto faz parte da vida, e por consequência, faz parte da felicidade (se tudo isto não for ilusão !!!!).

Depois de tudo isto, ainda acredito que a única coisa aparentemente verdadeira é o hoje. Então busquemos fazer de nossa existência algo que possa valer a pena no hoje, no dia a dia.... 

"A vida é árdua demais" (Freud), mas pode ser mais simples do que agente imagina!!! 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Juventude "dual-mode"


Os cinéfilos de plantão, ou pelo menos a grande mídia está mantendo esta semana um assunto comum: a estréia de gala do filme Amanhecer, da Saga Crepúsculo, primeira parte do quarto livro da autora Stephenie Meyer. Somente no final de semana de estréia no Brasil o filme já arrecadou cerca de R$ 19 milhões!!!!

Mas isto é apenas curiosidade para fã!!! O que busco aqui é uma análise da reação do público ao teor e conteúdo do filme. Como todos sabem vivemos num mundo em que toda a juventude (pelo menos a que tenho maior contato) busca mais liberdade (de expressão, de direitos, de idéias, etc...) e renega valores que nossas avós tinham como sendo leis imutáveis.

Casar virgem hoje em dia é maior raridade. Romantismo é piegas. As pessoas se casam cada dia mais tarde, privilegiando a carreira, para depois de estáveis profissional e financeiramente buscarem constituir família. Entretanto, para (meu) espanto, os personagens Bella e Edward, protagonistas dos filmes da saga citada são exatamente tudo que a juventude não assumi hoje, e mesmo assim são tidos como modelos e geram suspiros e mais suspiros em meninas e (alguns) meninos!

É estranho imaginar que as meninas ainda sonham se casar virgens, sendo que a realidade de vida sexual da juventude não é esta. O que acontece conosco? Estamos em "dual-mode", ligados ao mesmo tempo em duas realidades completamente diferentes e opostas. E isto talvez seja uma tendência aplicável também a outras áreas.

Numa entrevista concedida a um jornal de São Paulo, em uma das muitas salas que estrearam este mesmo filme, a repórter perguntou a uma jovem de 22 anos o que ela achava do personagem Jacob (um índio-lobisomem adolescente bonitão e boa pinta!!!) em comparação com Edward (o amor vampiresco de Bella) e vejam a resposta literal: "Ele (Jacob) é mais 'caliente'. Acho legal ele defender a reserva dos índios. Seria genial se tivéssemos alguns índios lobisomens aqui no Brasil para defender o Xingu. Com certeza não iria acontecer essa desgraça de Belo Monte." Gente, eu não sei vocês, mas para mim foi no mínimo improvável esta declaração.

Fiquei sinceramente muito feliz de ver um tema político de tão grande importância como a Usina de Belo Monte ser causa de preocupação de uma jovem de 22 anos, mas que é improvável desejar que tenha-se um lobisomem para defender nossas florestas, isto é!!!! Sinal de que não só de entretenimento e coisas vãs vive a juventude brasileira, mas também de toda a política e compromisso social.

Que bom ! Que venham outras dualidades, e que estas sirvam como ponto de partida para debates de pontos de vista para uma vida melhor e mais fraterna para nossa juventude, e para todos!


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Parapan - nós é que somos deficientes!

Ontem lendo a parte esportiva do jornal, uma notícia me chamou mais atenção que a classificação do campeonato brasileiro (rsrsrsrsr) e levou-me a refletir nossa mentalidade a respeito das pessoas portadoras de necessidades especiais !

A notícia dizia que o Brasil (nos jogos de Guadalajara deste ano) havia ficado em primeiro lugar no quadro de medalhas (197 ao total), superando os EUA, segundo colocado, em mais de 60 medalhas. Para quem não se lembra, nos jogos considerados "normais", ou seja no Paramericano - também em Guadalajara, o Brasil ficou em terceiro lugar, com 141 medalhas no total, atrás de EUA e Cuba. 

Analisemos agora os fatos: porque não damos valor a quem (também) merece todo o reconhecimento e orgulho do Brasil? Nossos atletas portadores de necessidades especiais!!! ESPECIAL realmente deveria ser nossa atitude diante de atletas que permanecem lutando sem patrocínio ou investimento. ESPECIAL deveria ser toda a programação durante todo o Parapan.... o que mudou na programação das tvs, rádios, jornais? talvez uma pequena noticia de 30 segundos ou poucas linhas informando que anônimos brasileiros haviam conseguido mais algumas medalhas de ouro para o país que não se importa com eles, nem nos jogos, e tão menos no dia a dia. 

Alguém aí conhece Goalball? Pois é, o Brasil foi Ouro e Prata, com homens e mulheres nesta categoria!!! Muitos foram os ouros da natação no Pan, com destaques Thiago Pereira e César Cielo? Pois um tal de Daniel Dias, conseguiu apenas 11 ouros no Parapan... mais ouros que os dois astros anteriores juntos! No Parapan o Brasil subiu ao pódio na natação 85 vezes! E no atletismo 60. E Terezinha Guilhermina? É só a mulher mais rápida nos 100, 200 e 400 metros no Parapan. E é brasileira! Isto acontece no Pan, com os atletas normais? Não né... falando sério, é a primeira vez que vê o nome desta brasileira né?!!! 

Estes sim deveriam ser conhecidos, deviam estampar as propagandas esportivas, as campanhas, lotar os aeroportos... Fica aqui meu reconhecimento a todos (as) atletas paraolímpicos, não apenas por suas medalhas (ou mesmo pela ausência delas) mas por serem todos os dias, realmente ESPECIAIS!





sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Imitadores de Cristo

Esta semana, que não foi uma semana das mais fáceis, estivemos refletindo sobre o AMOR, presente em muitos textos e passagens da bíblia. E discutindo após a oficina, percebemos que o grande exemplo de amor maior é o próprio Jesus Cristo. E como é difícil "imitar" a Cristo, todos os dias, em todos os momentos, incondicionalmente... Nosso coração está longe de parecer com o coração de Cristo.

Coincidentemente, encontrei uma música da banda Diante do Trono que fala sobre isto, e achei tão bonito que decidi partilhar aqui. A letra é linda e a música mais ainda.